[Resenha] No Rastro da Mentira 

No Rastro da Mentira 
Título Original: Listen for the Lie
Autor(a): Amy Tintera 
Editora: Arqueiro                           Páginas: 352
Lançamento: 2026                         Crime, Thriller    
Tradução: Roberta Clapp 
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Será que eu matei minha melhor amiga? Lucy é uma personagem sensacional: engraçada e incrivelmente corajosa.” – Stephen King Em Plumpton, uma cidadezinha do Texas, Lucy e Savvy sempre foram as meninas dos olhos de todos: bonitas, inteligentes e alvo da inveja geral. Lucy se casou com o marido dos sonhos, conquistando um anel enorme e uma casa maior ainda. Já Savvy era a rainha do carisma. Não havia quem não a adorasse – especialmente os homens da cidade, segundo os boatos. Até que tudo desmoronou: um dia, Lucy foi encontrada vagando pelas ruas de madrugada, coberta com o sangue de Savvy, sem ter ideia do que aconteceu. Apesar de sua culpa nunca ter sido provada, todos têm certeza de que ela é uma assassina. Agora, cinco anos depois, com uma vida nova em Los Angeles, Lucy ainda não consegue se lembrar de nada relacionado àquela noite terrível. Mas quando Ben Owens, o apresentador bonitão de No Rastro da Mentira , um famosíssimo podcast de true crime, decide investigar o assassinato de Savvy para a segunda temporada, Lucy é forçada a voltar ao lugar onde jurou nunca mais pisar para descobrir quem matou sua amiga. Mesmo que tenha sido ela mesma. A verdade está em algum lugar. Basta saber que rastro seguir.

Após uma festa de casamento, Lucy é encontrada vagando pela cidade coberta do sangue de Savvy, que foi assassinada. Porém, devido a uma pancada na cabeça, ela não se lembra do que aconteceu. 

Lucy se torna a principal suspeita, mas, por falta de provas, não é condenada. Ainda que esteja livre, os moradores da cidade — incluindo seus pais e o ex-marido — nunca acreditaram em sua inocência.

Cinco anos depois, um podcast de true crime desenterra essa história, e a vida pacata que Lucy construiu em Los Angeles vira de cabeça para baixo. Ela volta a ser alvo de ódio, agora em nível nacional. Ao mesmo tempo, sua avó a convida para comemorar seu aniversário e, de volta à pequena cidade de Plumpton, no Texas, resta a Lucy tentar recuperar as memórias perdidas e, finalmente, confrontar seu passado.

Eu conhecia essa autora apenas por suas distopias, então fiquei surpresa e bastante curiosa ao vê-la se aventurando pelos thrillers. Não poderia deixar de conferir, e que grata surpresa foi essa história.

A narrativa é envolvente desde a primeira página, apresentando um ótimo mistério de cidade pequena, um núcleo de personagens nada confiável e um ritmo alucinante. E é um fato comprovado: cidade pequena, grandes segredos.

A história se divide entre trechos do podcast, o presente e flashes das memórias que Lucy vai recuperando. Assim vamos, ao mesmo tempo que o podcast, reconstruindo o passado e tentando entender o que aconteceu. E essa investigação é dinâmica, cheia de reviravoltas e revelações, deixando o leitor ansioso por cada nova revelação que certamente virá.

Você vai amar alguns personagens e odiar outros, mas quem brilha do começo ao fim e foi a responsável por eu ter certeza de que gostaria dessa história desde as primeiras páginas,  é Lucy. Se ela era culpada ou não, pouco importou para mim. Fui cativada pela personagem.

Lucy tem um humor sarcástico, algo que adoro, e vive atormentada por pensamentos assassinos. Por não lembrar o que aconteceu, vive imaginando se seria capaz de matar, o que rende cenas bizarras e hilárias.

E é esse jeito atípico de Lucy que alivia muitas partes da trama, que aborda temas pesados e complexos. Não que isso diminua a seriedade das situações apresentadas, mas nos ajuda a encará-las com mais leveza. Para ela, esse humor funciona como uma arma de defesa em um momento em que poucas pessoas estiveram ao seu lado.

Conforme a investigação avança, fui desconfiando de todo mundo naquela cidade e me orgulho de dizer que a Escola Agatha Christie formou uma excelente detetive: eu matei a charada.

Mas a história não é apenas sobre um assassinato. É sobre Lucy e toda a sua vida. Sobre suas boas e más escolhas. Sobre a violência, o abandono, a solidão e os medos que precisou enfrentar. É sobre a coragem de correr atrás de uma verdade que poderia salvá-la ou destruí-la.

Lucy é humana e falha. Ela não busca redenção e tampouco se considera inocente, uma quebra de padrão que achei muito interessante. E foi justamente por isso que sua jornada foi tão incrível de acompanhar.

Eu recomendo.


2 comentários:

  1. Eu nunca tinha ouvido falar dessa autora, mas achei a premissa desse livro muito interessante e, no decorrer da sua resenha, me fez lembrar de um thriller nacional que li há uns anos atrás e de que gostei muito: Blasfêmia, isso por causa do fato de uma cidade se voltar contra a protagonista.

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  2. Oi, Cida. Tudo bem? Muito interessante a trama desse livro. Sua resenha me conquistou e acredito serem grandes as chances de eu gostar da história. Vou colocar na minha lista do Skoob para não esquecer!

    Tenha uma boa semana!
    Até breve;

    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

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