Anthony Cade, um cidadão britânico que está a trabalho na África, é incumbido de levar um pacote à Inglaterra. Mas como ele poderia suspeitar que esta simples missão o colocaria no meio de uma conspiração internacional? Quando é convidado para uma festa de políticos na mansão Chimneys, Cade percebe que se tornou, involuntariamente, cúmplice de um crime. Em situação cada vez mais arriscada, ele precisa unir forças com o superintendente Battle para desvendar os mistérios que ocorrem em Chimneys antes que mais mortes aconteçam... Publicado originalmente em 1925, O segredo de Chimneys marca a primeira aparição do superintendente Battle, um dos grandes detetives de Agatha Christie.
O tema do #ReadChristie2026 em julho foi “Segredo Mais Bem Guardado”, e foi difícil escolher o livro, pois todas as histórias de Agatha têm segredos muito bem guardados.
Mas, buscando entre os que ainda não li no desafio, me deparei com O Segredo de Chimneys. Quer escolha melhor do que um livro que já traz “segredo” no título?
Essa é uma obra não protagonizada por Poirot, e sim pelo Superintendente Battle, já citado aqui no desafio na resenha de O Mistério dos Sete Relógios. E, falando nessa obra, as duas são ambientadas no mesmo local, a Mansão Chimneys. Na verdade, a história aqui antecede a outra.
A narrativa tem início fora da Inglaterra, com Anthony Cade aceitando realizar uma tarefa para seu amigo. Cade, então, viaja para a terra da Rainha com uma missão que não apenas coloca sua vida em risco, como também o insere no meio de uma intriga política internacional, que chega ao ápice com o assassinato do herdeiro do trono de um país estrangeiro.
O rapaz, um aventureiro nato que ama uma boa confusão, se vê envolvido na busca por um assassino e também em uma série de segredos.
Eu gostei muito do personagem e de seu possível par romântico, Virginia Revel. Eles combinam demais e têm muita química. Formam uma dupla que gosta de brincar com o perigo.
Desde a primeira página, a autora vai tecendo uma rede de pequenos acontecimentos suspeitos que, aos poucos, vão se conectando e entregando algo muito maior. Esse artifício cria um ritmo crescente, que nos leva a excelentes reviravoltas e a um desfecho maravilhoso.
Eu sou fã das histórias da autora no estilo “quem matou”, com os finais teatrais de Poirot, mas também amo quando Agatha envereda pelo caminho da espionagem ou das intrigas internacionais, mostrando um lado dela mais atrevido e, claro, também brilhante.
#ReadChristie2026 - Maiores, Melhores e Mais Amados - Lidos
Janeiro - Melhor Abertura - Um Corpo na Biblioteca
Fevereiro - Personagem Mais Amado - Morte na Praia
Março - Maior Impacto em Você como Jovem Leitor - Assassinato no Expresso do Oriente
Abril - Um Livro Favorito da Sua Coleção - A Mansão Hollow
Maio - Melhor Coletânea de Contos - Assassinato no Beco
Junho - Melhores Livros Para Ler de Uma Só Vez - O Assassinato de Roger Ackroyd
Julho - Segredo Mais Bem Guardado - O Segredo de Chimneys
















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