[Resenha] Escudo de Pardais 

Escudo de Pardais 
Título Original: Shield of Sparrows (Shield of Sparrows #1)
Autor(a): Devney Perry
Editora: Paralela                  Páginas: 512
Lançamento: 2026               Romance, Fantasia
Tradução: Guilherme Miranda
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Odessa Cross sempre soube que estava destinada a ficar nas sombras. Sendo a filha mais velha do rei de Quentis, sempre foi preterida por Mae, sua meia-irmã, fruto do segundo casamento de seu pai. Mas tudo muda no dia em que guerreiros do reino vizinho de Turah, contratados pelo rei Dourado para matar monstros que ameaçavam os mares quentinos, chegam à cidade, acompanhados do príncipe herdeiro Zavier, até então noivo prometido de Mae. Para surpresa de todos, Zavier decide se casar com Odessa em vez da irmã. E o mais rápido possível. Num piscar de olhos, a princesa se vê não apenas casada com um estranho, mas incumbida de uma missão quase impossível: seu pai quer usá-la como espiã para descobrir a localização exata de Allesaria, a capital envolta em segredos de Turah, onde existe algo que o rei de Quentis deseja tomar para si. Contudo, ninguém nunca achou que Odessa seria uma espiã (ou uma guerreira ou uma rainha) e não vai ser tão fácil conquistar a confiança dos turanos a ponto de lhe revelarem onde fica essa misteriosa cidade. Para piorar, seu marido parece não ter nenhum interesse pela jovem, ao contrário de um de seus súditos, o famoso Guardião -- um notório assassino e caçador de monstros --, que aparentemente decidiu vigiar cada passo da princesa -- e talvez esteja se aproximando até demais do seu coração. Perfeita para fãs de Sarah J. Maas e Rebecca Yarros, Escudo de pardais é uma história intensa sobre destino, escolha e a coragem de quebrar regras. CONTEÚDO ADULTO.

Uma pausa em dark academia para ler uma romantasia — e que escolha boa eu fiz. Escudo de Pardais, de Devney Perry, é o primeiro livro de uma duologia fascinante que me fisgou da primeira à última página.

Odessa Cross é a filha mais velha do rei de Quentis e também a mais desprezada. O pai, os meio-irmãos e a madrasta só se lembram dela quando convém, ou seja, quando querem lhe fazer algum tipo de exigência. Mesmo assim, Odessa não os odeia. Ela vive em busca de aprovação, aceitação e migalhas de amor.

Quando a delegação do reino de Turah chega a Quentis, surge a oportunidade de a irmã de Odessa conhecer o príncipe ao qual foi prometida. Porém, na hora das apresentações, Zavier recusa Mae e determina que só aceitará Odessa como sua esposa e futura rainha. Apesar de o pai dela tentar impedir, por fim, devido a acordos mágicos antigos, Odessa se casa. 

Ela parte para terras selvagens, onde terá que lidar com um homem que não ama e mal conhece, além de cumprir uma missão que lhe foi confiada pelo pai: descobrir o caminho para a capital secreta de Turah e matar o homem mais poderoso de lá, o Guardião. Ela o odeia, mas esse guerreiro parece sentir prazer em provocá-la e, pouco a pouco, conquistar seu coração.

O cenário dessa obra é formado por um grupo de reinos aliados por meio de um acordo conhecido como Escudo de Pardais — e o pai de Odessa quer destruir essa aliança. Ela parte para essa nova vida pronta para trair o marido e o reino dele, mas, conforme conhece aquelas pessoas e é bem tratada pela primeira vez na vida, começa a mudar sua forma de pensar.

A proximidade com o Guardião cresce cada vez mais, mesmo que os dois passem boa parte do tempo brigando. Aos poucos, Odessa também conquista uma autonomia e uma liberdade que nunca teve, além de perceber que os mistérios daqueles reinos são muito mais profundos e complexos do que imaginava.

Eles vivem em uma terra tomada por monstros e lutam diariamente contra essas feras, que, após uma mutação, se tornaram ainda mais perigosas.

No meio de batalhas e intrigas políticas, a autora entrega um enemies to lovers de respeito, desenvolvido com calma e tensão na medida certa, fazendo o leitor surtar a cada interação desse casal.

No começo, a história me lembrou A Ponte Entre Reinos por causa da missão de Odessa, mas, fora isso, a obra segue seu próprio caminho. A trama é cheia de reviravoltas, muita ação, emoção, mistérios e batalhas sangrentas.

Amei a narrativa da autora, que é envolvente e ágil. E seus personagens são maravilhosos, cheios de camadas e em constante evolução. O Guardião entrou para a minha lista de mocinhos apaixonantes e dedicados.

No entanto, mesmo reconhecendo toda a evolução de Odessa, admito que a busca constante por aceitação dela não gerou muita empatia em alguns momentos. Eu só queria que ela parasse de tentar agradar a família e começasse a pensar mais em si mesma.

Todos aqui têm segredos e mentem bastante. Na reta final, tem muito babado. Também há segredos envolvendo Odessa e o Guardião. No caso dele, eu matei a charada logo nas primeiras páginas; já em relação a ela, eu nem imaginei aquela revelação, que encerra o volume de forma impactante, deixando o leitor desesperado pela sequência.

Eu amo um bom mistério, e aqui tem vários. Amo slow burn, e aqui também tem. E amo fantasia com enemies to lovers recheada de intrigas políticas. Então, se você também curte esse tipo de história, Escudo de Pardais é para você.





3 comentários:

  1. Você sempre dando excelentes indicações de leitura, hein, Cida!
    Fiquei muito interessada por Escudo de Pardais, justamente porque gosto de enemies to lovers, mistérios e mundos mágicos! Já vou salvar essa dica!

    https://www.livrelendo.com

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  2. Oi Cida, tudo bem?
    Eu gosto de um bom mistério, e todo desenvolvimento da relação do casal protagonista parece ser interessante de acompanhar. Dica anotada!!!

    *bye*
    Marla
    https://loucaporromances.blogspot.com

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  3. Oi Cida, tudo bem?
    Inicialmente lembrei de A Ponte Entre Reinos também lendo a resenha, mas o fato de O Guardião entrar na história já parece afastar bastante, já que ela parece se apaixonar por uma terceira pessoa. Vai dar pano pra manga esse plot, hein?
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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