“Um livro maravilhoso que retrata muito bem a vulnerabilidade de adolescentesenvolvidos em joguinhos de adultos.” – Ali Hazelwood “Um thriller espetacular que examina as complexidades dos dramas sociais adolescentes.” – Booklist Ou você está dentro, ou já era. Os Thrashers são o grupinho exclusivo da Escola New Helvetia. Todo mundo quer ser como eles. Jodi Dillon, porém, nunca quis fazer parte dessa panelinha. Julian, Lucy, Paige e o infame Zack Thrasher são ricos, sofisticados e adoram ser o centro das atenções. Jodi se sente deslocada, mas Zack é seu melhor amigo de infância, e ele insiste que ela é um deles – e ninguém recusa essa chance. Mas então Emily Mills, que queria mais do que tudo participar do grupo, morre. A partir daí, surgem boatos a respeito dos Thrashers – e o que eles fazem com as pessoas que não querem mais por perto. À medida que o diário de Emily vem à tona, a polícia faz cada vez mais perguntas e a imprensa fica descontrolada. Jodi então se vê cara a cara com uma decisão difícil: trair os amigos ou proteger o próprio futuro. Mensagens de texto sinistras começam a chegar. Clarões de luz inesperados perseguem o grupo pelas ruas. Jodi é atormentada por sonhos assustadores com Emily. E eventos perturbadores se transformam em uma série de acidentes que ameaçam a vida dos Thrashers. Uma coisa está bem clara: Emily ainda não se cansou deles.
Jodi Dillon faz parte do grupinho mais popular do colégio, os Thrashers (nome original da obra). Julian, Lucy, Paige e Zack Thrasher são ricos e bonitos — a “realeza” do ensino médio. Mas Jodi não é como eles, tanto que muitos não entendem como ela foi aceita no grupo. Na verdade, ela é amiga de infância de Zack e, por isso, acabou conhecendo os outros e se tornando uma Thrasher.
Quando uma aluna do colégio, que aparentemente estava fazendo de tudo para ganhar a simpatia dos Thrashers, se suicida, o grupo passa a ser alvo de fofocas e da polícia. O que eles tinhas a ver com a morte de Emily?
Eu sempre fico impressionada com a forma como as pessoas agem em busca de aceitação e status — seja para fazer parte de um determinado grupo ou até mesmo para receber migalhas de atenção. É horrível ver alguém não apenas sendo humilhado, mas se deixando humilhar, se diminuindo e deixando de lado princípios e valores para agradar os outros.
Esse livro mostra justamente esse comportamento nada saudável entre adolescentes e como certas amizades podem, de fato, ser não só tóxicas, mas também fatais.
Eu não simpatizo com gente assim e, por isso, Jodi foi aquela que me tirou do sério logo de cara. Além de ser o “capacho” dos outros Thrashers — e também de Emily — ela passa a história inteira lutando por uma amizade que só existia na cabeça dela. Eles andavam juntos, mas fica claro que era por interesse, e não por algum sentimento verdadeiro. Tanto que, quando a polícia começa a acusá-los de envolvimento na morte de Emily, vira cada um por si e Jodi fica tentando colar os pedaços.
É uma história que me prendeu da primeira à última página, com essas relações complexas e todo o mistério ao redor de Emily. Li o livro em um dia.
Ninguém é bonzinho aqui — todo mundo tem seus pecados, e nem essa pseudo vítima eu consegui enxergar como vítima.
Gostei de algum personagem? Sim, um só. Para mim, o menos duas caras, já que, mesmo sendo desagradável, dizia na lata que pensava e não ficava com sorrisos e palavras falsas. E achei bem injusto só ele receber uma punição no final.
Esse livro levanta tantas questões sobre limites, valores, relações sociais e dramas adolescentes. A autora não mede palavras, expõe situações complicadas como abusos, violência, consumo de álcool e drogas. E eu gostei desse lado mais realista, sem panos quentes, que deixa a história mais densa e faz a gente pensar bastante.
Por outro lado, há também uma abordagem meio fantasiosa em alguns acontecimentos, e esse foi um ponto que não me agradou tanto. O final, inclusive, deixa algo meio em aberto em relação a isso, e fiquei na dúvida se certo personagem permaneceu ou não vivo. Acredito que não.
É uma história que desperta uma série de emoções no leitor, e a narrativa da autora é envolvente — Julie Soto sabe te fisgar. Até agora não sei bem que nota dar para o livro; ainda estou vivendo um misto de emoções. Mas recomendo: é uma experiência interessante. E não, não desvendei nenhum dos mistérios.
















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