Sofisticado, cinematográfico e cheio de observações perspicazes, A relíquia é um verdadeiro tesouro para todos que sonham em assumir as rédeas do próprio destino.“Um livro de amor que contém um mistério e questiona o significado que cada um de nós atribui às próprias histórias de família.” – Annabel Monaghan, autora de Nora sai do roteiro Desde pequena, Shea Anderson conviveu com as superstições de sua nonna para uma vida feliz: não chegar perto de corujas, nunca colocar o chapéu em cima da cama e não aceitar um anel de noivado que tenha pertencido a outra pessoa. Assombrada pelo terrível divórcio dos pais, Shea promete ser fiel sobretudo a este último item. Afinal, por que dar chance ao azar?Por isso, ela entra em pânico quando John, seu namorado, a pede em casamento com um anel comprado em uma loja de antiguidades. Mesmo aceitando o pedido, Shea decide se certificar de que a joia não carrega nenhuma energia negativa das donas anteriores. Com a ajuda da irmã mais velha e de um jornalista carismático e bonitão – e ávido por uma boa matéria –, ela embarca em uma missão para encontrá-las e descobrir se elas foram ou não felizes no amor. Durante a jornada, que a leva a Nova York, Itália, Portugal e Boston, vai deixando de lado noções preconcebidas sobre amor e casamento e descobre o que realmente importa nas relações.
Se o homem da sua vida te pede em casamento e você não fica feliz, talvez ele não seja, de fato, o homem da sua vida.
Shea é uma moça bastante influenciada pela avó italiana e, por isso, leva a sério algumas superstições, em especial a que envolve aceitar um anel de noivado que já pertenceu a outra mulher. E, por mais que tenha mencionado suas crenças ao namorado, ele ainda escolhe pedi-la em casamento com um anel antigo.
O momento que deveria ser de pura alegria e felicidade se torna agridoce. Shea é tomada por incertezas, medo e insegurança. E, para decidir se segue em frente com o noivado, primeiro precisará desvendar a história por trás desse anel.
Quando vi esse livro, imaginei algo no estilo de Lucinda Riley. Mas, ainda que tenha uma protagonista em busca de histórias do passado, viajando por alguns lugares do mundo e conhecendo pessoas e seus dramas, essas histórias — embora influenciem sua decisão no presente — não se conectam diretamente com ela, algo que nos livros de Lucinda sempre acontece.
Ainda assim, é uma leitura que prende fácil, e a busca de Shea é tão envolvente que acabamos nos sentindo parte da sua jornada.
Ela é uma mulher que carrega traumas do passado, relacionados aos pais e à traição conjugal, e não se dá conta — até chegar ao fim da busca pela história do anel — de como isso a influenciou ao longo de toda a vida, impedindo-a de aceitar ser feliz.
Shea parte em busca de respostas sobre o passado de um anel e acaba encontrando respostas sobre si mesma e sobre a sua melhor versão, finalmente entendendo quem é e o que deseja para si.
Não é uma história que coloque o romance em primeiro lugar, ainda que apresente várias histórias de amor e a própria decisão de Shea sobre o casamento.
Além das superstições que a confundem, surge um novo personagem: interessante, diferente do noivo e que a ajuda na investigação, mas também bagunça seus sentimentos. E eu, que gosto de um bom babado e confusão, fiquei torcendo para que ela largasse o noivo e fugisse com esse jornalista cheio de charme. Ainda mais que o noivo não lhe dava ouvidos, não gosto de homens assim.
Esse jornalista é um cara sem filtros, e eu adorava como ele a questionava, levando-a a encontrar respostas que nem sabia que precisava. Gostei muito de como ele contribuiu para o despertar da Shea.
O cenário é maravilhoso: Nova Iorque, Los Angeles, Itália, Portugal… Um clima caloroso e acolhedor, que desperta no leitor aquela vontade de fazer as malas e viajar.
A Relíquia foi uma leitura diferente do que eu esperava e uma boa surpresa. É uma história sobre relações familiares, crescimento, autodescoberta e amadurecimento. E a história de um anel e de Shea, que juntos conheceram pessoas e lugares. A união do melhor dessas experiências passadas, se transformou em possibilidades de construir um futuro de alegria e felicidade.
Tem cara de filme!
















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Parece ser uma leitura interessante! Vou levar a sugestão!
ResponderExcluirBjxxx,
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